Sou muito fã de animações. Sinto um enorme prazer em sentar sozinha na sala de cinema e rir mais alto do que as crianças das piadas que elas não entendem. Sou fã da Pixar, Disney, da Dreamworks, e passei a ser fã da Sony Pictures Animations também. Esse estúdio não tem um catálogo tão grande quanto a as outras, mas já provaram que sabem fazer esse trabalho muito bem e que qualidade supera quantidade.

Hotel Transilvânia se tornou minha série de filmes preferida da Sony Pictures. O estilo do desenho da Sony do é totalmente diferente do que vemos nos outros estúdios e eles vem trazendo uma característica de humor também diferente. Hotel Transilvânia sabe brincar com as referências à cultura pop de uma maneira incrível, sendo encantador e singelo ao mesmo tempo. O primeiro Hotel Transilvânia abordou o tema do racismo e preconceito, quando falou da separação entre monstros e humanos. Drácula vive sua vida extremamente confortável, criando sua filha vampira, no meio de outros monstros. Todos estão seguros, longe dos humanos. Até que Jonathan, um humano, inesperadamente aparece no Hotel Transilvânia e acaba se apaixonando por Mavis, a filha do Drácula. Leva um tempo, mas o Drácula acaba aceitando que não importa se Jonathan é ou não um monstro como ele, mas que sua filha está feliz com a pessoa que resolveu amar e que humanos não são tão nocivos como imaginava. A execução não é genial, mas o tema é profundo.

Conde Drácula e Dennis dançando

Desde que assisti o primeiro Hotel Transilvânia eu senti que o filme pedia uma sequência. Afinal, aqueles monstros (e o humano) são tão carismáticos, que um filme não é suficiente. Nesse segundo filme, o tema continua sendo o de aceitação. Drácula se acha um pai “descolado” por aceitar e ser feliz com o casamento da filha com um humano. Ele até abriu o Hotel para a visitação de outros humanos. Só que Mavis teve um filho com Jonathan. Um herdeiro. Drácula, como todo avô (ou pai, ou mãe) despeja todas as suas expectativas em cima do garotinho, Dennis, que aos 5 anos, não parece ter as características de um vampiro. Ele faz de tudo para que o garoto aprenda a ser um vampiro, como ele, o que gera situações muito cômicas e também fofas.

O filme de animação chama a atenção das crianças, mas a lição é para os pais. Quantas vezes não vemos pais que sonham que o filho seja igual a ele, tenha aquela mesma profissão ou que queira que o filho conquiste aquilo que ele não conseguiu ou não pode conquistar? Alguns tem uma opinião de que o outro pai deveria ser mais aberto e menos radical, mas não aceita que seu filho seja diferente do que é considerado “normal”. Esse dilema é abordado de forma bem simples em Hotel Transilvânia 2, mas é efetivo. Não possui a mesma profundidade e enredo bem construído de filmes como Toy Story ou Como Treinar Seu Dragão, nem vai fazer ninguém chorar de emoção no final, mas é divertido, e as piadas funcionam muito bem.

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