Um longa metragem em stop-motion sobre trolls com roupas de caixas, será que é uma boa ideia?

Os Boxtrolls” apareceu sem muita divulgação entre as maiores animações do ano, apesar de sua equipe já ter trabalhado em A noiva Cadáver e Coraline, e, de repente aparece como um dos indicados ao Oscar, surpreendendo todos que até então haviam passado direto pela animação.

O filme conta a estória de “Egg”, um menino humano criando por “Fish”, um Boxtroll, que assim como todos os outros de sua espécie, é caçado por serem considerados uma praga perigosa que roubam e comem crianças.

Contado com as “paráfrases sociais” como seu ponto forte, o filme abusa de dualidades como a questão do queijo, que no filme é levado como um símbolo de nobreza e aceitação pelo povo, o que faz com que o alguns queiram comê-lo mesmo que lhes faça mal. Também podemos citar como exemplo a questão dos vilões discutirem durante toda a trama se o lado deles é o certo ou não, ou a questão da predestinação dos boxtrolls pela incapacidade de mudança de pensamento que os impede de lutar pelas suas vidas e liberdade, notoriamente fazendo críticas a muitos dos conceitos da sociedade que se estendem até os dias de hoje.

boxtrolls e peixe

O filme não traz muitas novidades, mas o que traz, – mesmo que já visto – traz de forma concisa, divertida e interessante, e a junção dos elementos o torna um bom roteiro, mas não sei se “digno de Oscar” seria uma boa definição.

A animação em stop-motion não deixou a desejar, e inclusive, é utilizada para quebrar a quarta parede (entre personagens e espectadores) e a forma como eles o fazem é muito interessante. Os personagens são muito bem projetados e caricatos, porém, com uma pegada mais sombria, ao estilo “Paranorman”. Com uma ótima animação e um roteiro que faz o que promete, os Boxtrolls pode ser uma boa surpresa para você que procura uma nova animação dos velhos personagens de massinha.

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Criador de conteúdo online desde pequeno, continua pequeno, mas com pelos na cara e habilidades em design. André Wallace gosta de tudo o que se movimenta em uma tela, nem que seja o cursor do mouse.

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One Response

  1. Tabibito-san

    Oi,André BigBOX(sacou?? lol)

    Eu lembro: todo o cenário lembrava cubos,todo cenário lembrava caixas.Tendo o charme do stopmotion e da
    estética histórica… Não me esqueci que falou como o filme passou direto;todavia a duração e a curiosidade me atiçaram para esse filme.curiosidade que continuou na inventividade visual etc.

    Os elementos que descreveu estão como disse.Acrescentaria exemplificando também que tantas aspirações esnobes,tal como o queijo,são de uma aristocracia vã,aquilo inatingível que ‘eles’ passam a vida procurando que o mundo inveje,ainda que nada acrescente na vida da pessoa.

    Eu diria até que o final poderia ser menos aventuresco… se quisesse… E marcante para mim no filme,é a cena extra que resume a película,além de quebrar a quarta parede(como lembraste) toda e cultua o cult do stopmotion.

    Se ao menos alguns dos trolls do mundo virtual tivessem algo de “box”,não é mesmo? ^.^

    See U.

    Responder

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