A metáfora é um recurso bastante utilizado em meios de conteúdo, principalmente para fazer críticas sociais. Uma metáfora social serve para criar analogias entre determinados comportamentos da sociedade e elementos aparentemente mais fáceis de compreender (ou mais visuais).

Uma das maneiras mais eficientes de construir metáforas sociais é por meio do cinema. Então separamos uma pequena lista de 5 curtas com metáforas sociais.

Nota.: Uma metáfora pode ser interpretada de várias maneiras, dependendo do olhar do espectador, nesta lista vou dar pequenos resumos de minhas interpretações pessoais. Fique à vontade para dar a sua interpretação nos comentários logo abaixo.

The blue and the Beyond

Encabeçada por Youri Dekker como trabalho de conclusão do San Jose State’s Animation/Illustration program (programa de animação/ilustração do estado São José), contou com mais de 100 estudantes envolvidos em sua produção, levou um ano inteiro para ser concluído e foi exibido em festivais de animação como Boston Independent Film Festival e BAFTA Student Film Awards.

A animação conta a história de um rapaz imaginativo que é diferente do padrão social em todos os aspectos, seu encontro uma pessoa semelhante e o esforço da sociedade de encaixá-lo no padrão.

A metáfora dessa animação é clara, pessoas que não querem seguir o padrão, principalmente com relação a questão da liberdade criativa. O que mais chama a atenção são as nuances que o curta explora muito bem. O padrão é representado pelo vermelho, o fora do padrão é representado pelo azul, e a mulher encontrada pelo protagonista, que está entre o padrão e o exótico é relacionada a cor roxa, uma mistura de vermelho com azul. O trabalho de cores foi muito importante para representar a situação que se passa na animação.

Gravity

Criado por Ailin Liu, o curta foi desenvolvido como projeto da Sheridan College em seu curso de bacharelado em animação. Concorreu e foi semi-finalista do Adobe Design Achievement Awards.

A animação mostra a dança e a recusa de uma mulher a algo que apesar de agrada-la, a consome.

Essa metáfora pode ser vista de várias formas, o uso de drogas ou um relacionamento abusivo, tudo aquilo que pode te prejudicar e fazer seu “verdadeiro eu” deixar de existir. A animação se destaca pela fluidez da animação e qualidade do desenho.

Zero

A animação já foi exibida em mais de 50 festivais e já ganhou mais de 15 prêmios, incluindo ‘Melhor Animação’ em eventos como LA Shorts Fest e Rhode Island International Film Festival. Lançado em 2011, Zero já foi traduzido para mais de 40 línguas.

Zero trata sobre uma sociedade que julga e trata as pessoas em graus de importância distintos, baseando-se no número estampado em seus corpos. Mostra a relação de um número 0 com o mundo ao seu redor.

A metáfora mais simples e mais eficiente de toda a lista – na minha opinião – mostra exatamente como é “ser julgado pela cara”, Além de contar com uma quebra de paradigma ao mostrar que coisas boas podem vir de qualquer lugar, independente do valor que a sociedade agrega à fonte.

Electropolis

Feito por 13 estudantes da Sheridan College, levou 7 meses para ficar pronto. Foi baseado em um Flashmob que aconteceu no Sasquatch Music Festival em Washington, em 2009.

Em electropolis, pequenos “homens luminosos” vivem dentro dos faróis, indicando quando os habitantes podem passar pelas ruas e continuar suas vidas tão entediantes quanto a do protagonista; um homem luminoso que está descobrindo novas maneiras de agir.

A animação trata sobre influência, o poder que as atitudes tem sobre o cotidiano de todas as pessoas a sua volta, e como fazer as coisas de modo diferente pode mudar positivamente o dia das pessoas e fazer a diferença, mesmo que seja um breve momento da espera de um farol de transito.

Le Royaume

Feito como projeto final de 7 estudantes da escola de animação francesa Gobelins.

Um rei que procura algo para governar e um castelo para chamar de seu, porém às custas de trabalho alheio. Le Royaume ou The King and the Beaver mostra a historia por trás de quem tenta subir demais sem ligar para consequências.

A animação fala de ganância e Ego, sobre pessoas que tem o poder de liderar mas não o fazem com sabedoria, fazendo com que o mesmo ímpeto que o permite criar reinos também os destrua.

E você, o que tirou de lição sobre esses curtas? Deixe aí nos comentários.



About The Author

Criador de conteúdo online desde pequeno, continua pequeno, mas com pelos na cara e habilidades em design. André Wallace gosta de tudo o que se movimenta em uma tela, nem que seja o cursor do mouse.

Related Posts

Leave a Reply

Your email address will not be published.